quinta-feira, 29 de julho de 2010

A entrevista é um show e o ator principal é você

"Quem se mostra sozinho não aparece à luz; quem se aprova sozinho não é visto; quem se orgulha sozinho não tem valor; quem se vangloria sozinho não alcança a glória". 
Lao-Tzu, filósofo chinês, VI - V a.C.

Por que tantos profissionais inteligentes e preparados fracassam na entrevista de emprego?
Falta de preparo? Não. Eles pesquisaram com grande afinco a empresa, estudaram as perguntas habitualmente feitas por entrevistadores e até mesmo simularam com a assessoria de um consultor experiente e o auxílio de uma câmera de filmagem uma entrevista. Aparentemente, tudo estava sobre controle e o sucesso era inevitável.

Falta de formação universitária? Também não. Atualmente, muitos profissionais têm não apenas um diploma de graduação, como também títulos de pós-graduação, mestrado, etc.

Falta de exposição ou experiência internacional? Muito menos. Inúmeros são os profissionais que já trabalharam, estudaram ou visitaram diferentes países. Mesmo assim, não conseguem uma boa colocação no mercado de trabalho.

Fluência em vários idiomas estrangeiros - inglês, espanhol, francês, alemão, japonês? Não. Nos dias atuais, o domínio desses idiomas já se tornou commodity. Portanto, não é fator de diferenciação.

Se essas não são as questões responsáveis pela eliminação de milhares de profissionais em processos seletivos, quais seriam?

Pesquisas conduzidas recentemente pelas revistas Forbes e Business Week concluíram que 7% do sucesso de uma entrevista de emprego é resultado da boa comunicação do candidato - o que ele diz. 55% é baseado em sua linguagem corporal e 38% no tom de sua voz.

O que essas pesquisas nos dizem e nos ensinam?

Você pode ser o candidato mais bem preparado, entretanto se não se apresentar impecavelmente para a entrevista - vestido para o sucesso - fracassará redondamente. O estadista inglês, Ph. D. Chesterfield, 1694-1773, Letters, 1745, afirmou: "O modo de se vestir é uma preocupação ridícula. Mas é muito ridículo para um homem não estar bem-vestido".

Você pode ter todo o conhecimento sobre a empresa e o processo seletivo, todavia se não cuidar da sua linguagem corporal e o tom de sua voz morrerá na praia. Cícero, escritor e político romano, 106-43 a.C., em De oratore, III, 59, escreveu: "O rosto é o espelho da alma".

A primeira impressão é extremamente importante e você não deve subestimá-la por qualquer motivo. Na verdade, você tem apenas sete segundos para causar uma primeira boa impressão. F. Von Schiller, escritor alemão, 1759-1805, em Maria Stuart, II, 5, disse: "Todos julgam segundo a aparência, ninguém segundo a essência".

Nada, nada mesmo, resiste a uma personalidade atraente e carismática. Inúmeros são os fatores que contribuem para o desenvolvimento de uma personalidade atraente: aprender a apertar a mão, de modo a expressar um sentimento caloroso de entusiasmo e apreço; vestir-se de acordo com o tipo físico e o trabalho que exerce; cultivar a habilidade de falar com firmeza e convicção, sem jamais agredir o interlocutor; demonstrar civilidade em todas as ações, atitudes e palavras; sorrir sempre, etc.

Caro leitor, se você deseja ter sucesso em mercado de trabalho competitivo e exigente, observe as seguintes regras:

1 - Procure causar uma primeira boa impressão em seu entrevistador nos primeiros sete segundos. É bem provável que não terá uma segunda chance, se não observou essa regra sagrada;

2 - Apresente-se sempre bem vestido e com uma atitude positiva. Demonstre entusiasmo, energia, autoconfiança e paixão. Aqui vale lembrar as palavras de Waldo Emerson, "Há uma confissão completa no nosso modo de olhar, nos nossos sorrisos, nas nossas saudações e apertos de mão. Os seus pecados o mancham, maculam a boa impressão que ele causa. Não se sabe por que, mas não se confia nele. Seus vícios transparecem nos seus olhos, desfiguram o seu rosto, torcem seu nariz, põem o estigma da fera na sua cabeça e escrevem LOUCO na testa de um rei".

3 - Seja um profissional agradável e você lucrará em todos os sentidos. É sabido que nunca nos sentimos tão felizes como quando sabemos que também tornamos os outros felizes. Essa é outra lei sagrada da vida e do sucesso profissional.

4 - No momento da entrevista evite olhar para os lados, o chão ou o teto da sala. Essa postura poderá sinalizar para o entrevistador que você é um profissional inseguro; nunca fique com os braços cruzados, pois essa postura poderá ser interpretada como uma postura defensiva - talvez desejar esconder algo do entrevistador; coçar ou apertar o nariz. Esse é um tipo de comportamento que é percebido por muitas pessoas como um sinal do que o que você diz não é verdadeiro.

5 - Ao ser conduzido para a sala do entrevistador, caminhe com os seus ombros arqueados, seus olhos sempre olhando para frente e esboce um leve sorriso nos lábios - o sorriso de um vencedor. Lembre-se que você tem algo especial para oferecer - seu talento, habilidade, conhecimento, experiência, atitude, etc.

6 - Sente-se confortavelmente na cadeira ou poltrona. Evite balançar as suas pernas ou tamborilar. Isso demonstra insegurança e nervosismo. Resista àqueles comportamentos que podem prejudicá-lo em entrevista.

Lembre-se mais uma vez: na entrevista de emprego, você é o ator principal. Portanto, brilhe.

Fonte: Gutemberg B. de Macêdo

segunda-feira, 19 de julho de 2010

AmBev abre inscrições para Programa Trainee 2011

As inscrições para o Programa AmBev de Trainee 2011 vão de 19 de julho a 07 de setembro. O objetivo da seleção é recrutar jovens talentos para atuar em todas as áreas da companhia. Não há limite de vagas e o treinamento dura dez meses. Aprovados no processo seletivo, os trainees tornam-se automaticamente funcionários e começam a trabalhar no primeiro dia útil de 2011.
Este ano, o site de inscrições ganha uma seção de conteúdo. No espaço, os internautas encontrarão artigos e reportagens sobre carreira e gestão de pessoas, além de dicas sobre como se portar em entrevistas de emprego ou formatar o currículo, por exemplo.
Durante todo o período de inscrições, os internautas poderão enviar por meio do website perguntas à companhia e, às sextas-feiras, elas serão respondidas em videocasts por profissionais que ingressaram na empresa como trainee. Será possível tirar dúvidas sobre o processo seletivo, o período de treinamento e saber um pouco mais sobre o dia a dia de um funcionário AmBev.

Podem se inscrever jovens de todo o país com até dois anos de formados ou que tenham previsão de formatura para o final de 2010, nos cursos de Administração de Empresas, Administração Pública, Análise de Sistemas, Ciências Contábeis, Ciências da Computação, Ciências Econômicas, Direito, Direito Internacional, Economia, Engenharia (todas), Estatística, Física, Marketing, Publicidade e Propaganda, Química, Matemática, Processamento de Dados, Relações Internacionais ou Sistemas da Informação.

Processo

O processo seletivo dura cerca de cinco meses e tem diversas etapas eliminatórias. Após o término das inscrições, os candidatos passam por testes online de português, inglês e raciocínio lógico; dinâmicas de grupo - que ocorrem por todo o País; entrevistas individuais com a área de Gente da AmBev; painel de negócios, no qual desenvolvem um case; provas presenciais de inglês e de raciocínio lógico; entrevistas finais com o presidente e diretores da companhia.

Entre os critérios analisados estão habilidade para gerenciamento de pessoas, interesse por desenvolvimento de novas tecnologias, negociação, capacidade de liderança, visão empreendedora, disponibilidade para viagens e mudanças de cidade, estado ou país, e inglês fluente. Experiência com trabalho voluntário é requisito desejável.

"Buscamos pessoas que tenham vontade de crescer, de fazer a diferença e que realmente tenham o perfil de nossa companhia. Com o Programa Trainee estamos formando nossos futuros líderes. Estas pessoas irão garantir a continuidade do nosso negócio", diz Thiago Porto, gerente de Desenvolvimento de Gente da AmBev.

Programa

No período de dez meses, os selecionados aprendem sobre todas as áreas da companhia. Na primeira fase, os trainees passam dois meses nas unidades fabris da AmBev para conhecer o processo de produção de bebidas; ficam o mesmo período nos Centros de Distribuição Direta (CDDs) para aprender sobre as atividades da área comercial; e participam, por um mês, de treinamento estratégico no prédio da administração central, em São Paulo, para se aprofundar na cultura AmBev.

Na segunda metade do programa (os cinco últimos meses), os jovens escolhem uma área de interesse na qual receberão orientação dirigida e aprofundarão os conhecimentos sobre suas atividades futuras. Durante esta etapa, os trainees passam por um período de treinamento no exterior.

Serviço:


Período: de 19 de julho até 7 de setembro

Fonte: Canal Executivo - site uol


 

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Viaja Mais Melhor Idade já vendeu mais de 380 mil pacotes

Comercializado desde setembro de 2007, o Viaja Mais Melhor Idade (VMMI), programa do Ministério do Turismo em parceria com a Braztoa, já vendeu até o final do ano passado 389 mil pacotes. Os destinos preferidos deste público continuam sendo Caldas Novas e Serra Gaúcha. Os dados foram apresentados por Enzo Arns, gerente Nacional do programa, durante capacitação a 140 agentes na capital fluminense. Ao mesmo tempo, Sylvio Campos, supervisor do programa, fez o treinamento aos agentes de Minas Gerais em Belo Horizonte.

Criado para estimular e facilitar que brasileiros acima de 60 anos viagem pelo país, o programa tem quatro objetivos diretos: promover inclusão social dos idosos; pacotes customizados para melhor idade; vender viagens em período de baixa estação; e fomentar o mercado interno do turismo.

"O Brasil tem hoje 19 milhões de idosos. Em 2025 este número irá subir para 32 milhões de pessoa. Segundo o último censo (2008), os idosos são o grupo com maior renda per capita entre todas as faixas de idade. É ou não é um grande filão vender este tipo de pacote?", questiona Enzo Arns, gerente do programa, aos agentes de viagens.

Lançado em setembro de 2007, o programa comercializou até dezembro daquele ano nove mil pacotes. No ano seguinte foram 200 mil viagens comercializadas por 22 operadoras. Já em 2009 foram 180 mil pacotes negociados por 13 empresas. Em 2010 são nove empresas vendendo o Viaja Mais. A queda no número de operadoras comercializando o VMMI é explicada por Arns como uma forma de controlar melhor a qualidade do atendimento feito pelas operadoras às agências de viagens.

"Recebíamos no começo reclamações de agências que pediram detalhes dos pacotes às operadoras e não receberam respostas. Não queremos este tipo de atendimento", explica Arns lembrando que no início do ano enviou para 70 operadoras um caderno de requisitos. Destes, 58 retornaram e nove foram aprovados após cumprirem todas as exigências.

Amanhã, Enzo Arns estará em Vitória onde capacitará mais um grupo de agentes e no dia seguinte segue para Curitiba. A expectativa é rodar até agosto cerca de 18 estados brasileiros capacitando profissionais a venderem o programa.

Fonte: Revista Mercado & Eventos
14/07/10
 

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Precisa-se de um Chefe

No meu livro “Administrar, Hoje” (Editora Harbra, 1988 – 9ª Edição) escrevi um capítulo chamado “Precisa-se de um Chefe” em que eu digo que “Chefes fracos, moles, com baixo teor de exigência com relação a seus subordinados estão desmotivando os empregados.” E tenho continuado a notar este sério problema na empresa brasileira. Os chefes atualmente estão tímidos no exercício inalienável de sua função de chefiar, comandar, coordenar, liderar. Vêem o erro e fingem não tê-lo visto. Constatam a desídia e cegam a própria consciência.



Esse relaxamento no cumprimento das funções de chefiar está levando a uma profunda desmotivação entre os empregados. Não são poucos aqueles que vendo a completa ausência de reforço positivo pelo trabalho bem feito e a não-punição da negligência, desinteressam-se pelo auto-aperfeiçoamento e auto-exigência e disciplina. O ser humano precisa de desafios constantes que o levem a superar-se constantemente e precisa de modelos nos quais possa se espelhar. Os mais próximos modelos são os pais, professores e chefes. Na ausência de líderes, o homem se torna fraco, abúlico. Sem desafios, o homem se transforma num alcoólatra do ócio. É preciso reeditar aqueles chefes que eram respeitados, queridos, verdadeiros mestres, enfim, verdadeiros chefes.



O conceito de “chefe” hoje está mudando para o conceito de “coach” que em português significa “treinador” – “Coach” é o nome que os ingleses dão aos técnicos de um time. O “coach” é aquele que acompanha, que insiste em alta performance, que acompanha o time, que conhece cada um dos “jogadores” e trabalha individualmente com cada um ao mesmo tempo que faz com que todos tenham consciência de equipe. Num time, cada um dos indivíduos com as suas características individuais e aptidões é fundamental. Porém, se cada um jogar sozinho, o time não vencerá. Assim, uma das grandes tarefas do chefe-coach é fazer a necessária integração entre o individual e o coletivo. O coletivo na empresa é o seu mercado, seus clientes, seus objetivos. Para marcar o “gol” tanto é necessária a competência individual quanto a habilidade coletiva.



A mesma analogia se faz hoje com uma orquestra. Cada músico tem que ser o melhor individualmente, mas deve seguir a orientação clara e segura de um maestro que é o “chefe” e que orienta cada talento, conseguindo a necessária “harmonia” que fará da orquestra um sucesso. Conseguir essa interdependência é o fundamento da chefia de hoje.



Gostaria que você fizesse, como chefe, um exame de consciência e se perguntasse:
(a) Deixo claro aos meus subordinados o que espero deles?
(b) Sou firme e decidido e exijo o máximo de meu pessoal?
(c) Quando vejo algo fora dos padrões de excelência, imediatamente chamo os responsáveis e, com eles, revemos se todos entenderam os objetivos e tarefas e os da empresa?
(d) Tenho sempre a intenção de ser “justo” ao invés de ser “bonzinho”?



Pense nestas perguntas. Leve seu pessoal que tem subordinados a também pensar nelas. O que precisamos é de verdadeiros chefes e líderes que possam levar as pessoas a vencerem seus próprios desafios e limites sem esquecerem o coletivo, a harmonia, o “passar a bola” para que o outro marque o tão esperado gol e todo o time saia vencedor.
 
Fonte: Prof. Marins
 
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