segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

7 lições da Disney - parte 1/2

Lição número 1: 
Concorrente é qualquer empresa com a qual o cliente compara.

Ao lermos esta primeira lição, algo diferente soa do normal... Quando pensamos em concorrente, pensamos em empresas, pessoas que fazem o mesmo que nós fizemos, certo?

A lição número 1 discorda.

Quem tem que avaliar se é ou não é concorrente é o cliente e não a empresa. Sutil, direto, objetivo. Mas, profundamente verdadeiro.

Quem seria concorrente da Disney? Somente parques temáticos? Será?

Claro que não. Se os possíveis clientes da Disney optarem por esquiar ao invés de irem ao parque ou fazer uma turnê pela Europa ao invés de irem ao parque, o parque vai a falência.

Percebe a diferença?

Então vamos pensar juntos: Quem é o meu concorrente hoje?

Se você é um advogado, seu concorrente são somente outros advogados?

Parece uma resposta certeira e óbvia, mas não é.

Ninguém exceto advogado pode exercer a advocacia, mas o seu concorrente não necessariamente precisa ser um advogado.

Um cliente insatisfeito pode ser o seu maior concorrente.

A falta de investimento em marketing jurídico pode ser o seu maior concorrente.

A falta de visão estratégica de negócios pode ser o seu maior concorrente.

Concorrente significa algo ou alguém que faz o nosso trabalho igual ou melhor.

Agora pare e pense: Quem ou quais são os meus principais concorrentes?

E mais: O que estou fazendo para ser melhor do que eles?

Óbvio, ululante, diáfano que não precisamos nos moldar conforme os nossos concorrentes. Precisamos trilhar um caminho nosso, onde os concorrentes não sejam obstáculos. Contudo, monitorar o mercado é fundamental para o crescimento de qualquer empresa.

Assim, aprenda a primeira lição da Disney: Qualquer um pode ser concorrente. Até mesmo as suas próprias atitudes.


Lição número 2
Fantástica atenção aos detalhes.

Esta lição nos demonstra algo muitas vezes esquecido pelos profissionais liberais principalmente: Os detalhes.

Chegar na sala do advogado com pilhas de papéis espalhados, cheiro de mofo, carpete velho, entre outros não demonstra organização e muito menos trabalho. Demonstra desorganização e falta de profissionalismo.

Conhece a expressão: "Sou pobre mais sou limpinho"?

A ideia é mais ou menos esta. Não importa o tamanho do escritório, seu número de clientes e poder econômico do sócio. Importa a forma como ele é visto pelo cliente.

Se for um escritório simples, mas com preocupações básicas como uma balinha/bombom para o cliente, água e café sempre a postos, além da tradicional cordialidade e simpatia dos funcionários, o negócio tem tudo para crescer.

Um quadro pode ser um investimento interessante, junto com um ou dois litros de tinta e pintar uma parede de cor diferente...

Detalhes...

Até o Roberto Carlos sabia que era importante os detalhes.

Não perca negócios e a estratégia do futuro do seu negócio por não pensar naquilo que deveria ser óbvio, detalhes.





Lição número 3: 
Todos mostram entusiasmo.

Nesta lição temos uma verdadeira aula em poucas palavras de algo fundamental em qualquer empresa: Todos mostram entusiasmo, ou seja, dentro da empresa todos demonstram estar contentes e alegres com o que estão fazendo.

Se você tem um problema, procura um advogado e chegando até a recepção deste escritório, qual a situação ideal?

(a) A recepcionista lhe recebe com um sorriso, oferece água/café e pede para aguardar um pouco que já vai lhe passar para atendimento;

(b) A recepcionista recebe com um bom dia/boa tarde baixinho, anota seus dados e pede para você se sentar e esperar;

Por lógico que a letra a é o ideal. Agora vamos pensar na pergunta óbvia: Como saber se a sua recepção está agindo no formato a ou b?

Monitorando. Esta é a resposta.

O sócio do escritório somente sabe de como as coisas estão indo se perguntar ao cliente, se criar pesquisas de satisfação do cliente, enfim, se pesquisar quem realmente importa ao negócio: O cliente.

É muito comum termos uma recepção letra b. Só que os sócios sequer imaginam. Acham normal.

Sorriso, educação, gentileza não matam ninguém e fazem o negócio ser melhor.

Você quer que todos demonstrem entusiasmo? Monitore, treine a equipe dizendo o quanto é importante para o cliente a reação deles.

Afinal, quem não tem entusiasmo com a sua empresa, que procure outra.



Lição número 4:
 Tudo mostra entusiasmo.


Na lição da sexta passada, falamos de todos devem mostrar entusiasmo. Hoje, a lição é tudo mostra entusiasmo.

Aqui não estamos falando das pessoas, mas sim da apresentação, do local, da magia que envolve a empresa.

Uma frase resume bem: Não adianta ser, tem que aparentar ser.

Se o seu escritório é organizado, ótimo. Se as pessoas demonstram entusiasmo, melhor ainda. Agora, quando afirmamos que tudo mostra entusiasmo estamos buscando um ambiente de magia. Estamos buscando um ambiente em que as pessoas que lá entram sintam-se amadas e reconfortadas por estarem lá.

Porque não usar este conceito em um escritório jurídico?

Queremos que o cliente sinta-se como no nosso negócio?

Feliz? Em paz? Amado?

OU

Intimidado? Acomodado? Triste?

O estado de espírito da equipe e da disposição do escritório são importantes para o crescimento do mesmo. Um cliente procura um profissional com conhecimento, vontade e principalmente num local onde ele sinta-se bem.

Quando você entra no seu escritório, qual a referência que você tem? As pessoas sentem-se bem? É aconchegante?

Perguntas como esta podem mudar a magia do seu negócio. Pense nisto.

Dia 15 a 2ª e última parte deste artigo.


Fonte:Artigo escrito por Gustavo Rocha
Diretor da Consultoria GestaoAdvBr
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gustavo@gestao.adv.br

Hasta la vista, Baby!!!!

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